GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena 
Projeto do Grupo Mulher-Educação Indígena
Ano 2Edição nº 09 - JUNHO/JULHO 2006/BRASIL 

4- GÊNERO, RAÇA E ETNIA:

  •  JORNAL NA LÍNGUA TERENA

Está sendo distribuído nas aldeias Terenas de Mato Grosso do Sul o primeiro número do jornal bilíngüe Voz Terena, elaborado pela comunidade indígena com o apoio de projeto de extensão dos departamentos de Jornalismo e de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
As matérias são apresentadas nas línguas Terena e portuguesa. Com oito páginas coloridas, formato tablóide e tiragem de dois mil exemplares, o jornal foi produzido por índios Terena da área indígena Buriti, localizada entre Sidrolândia e Dois Irmãos. Com a coordenação dos professores José Márcio Licerre e Mauro César Silveira, o projeto recebeu apoio dos Correios, que doou cinco computadores usados para treinamento na aldeia.
Fonte: Redação TV Morena

 

  • Banco de dados sobre cor tem nova versão

Há tempos temos "assistido" "definições" das elites brasileiras no sentido de adiar a implementação oficial do Sistema de Cotas proposto pelo PROJETO DE LEI 73/99 que Institui Sistema Especial de Reserva de Vagas para estudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, nas instituições públicas federais de educação superior.
Pelo menos, já temos no país, 21 instituições que aderiram e continuam discutindo a maior abertura para o sistema: UEAM; UEL; UEMG; UEMS; UERJ; UFAL; UFAM; UFBA; UFNE; UFPA; UFPR; UFRJ; UFRN; UFSP; UFT; UNB; UNEB; UNEMAT; UNICAMP; UNIFESP; UNIVASF. 

(fontes:
http://www.ifcs.ufrj.br/~observa/relatorios/RelatorioCotasUFBA.pdf e
http://www.mec.gov.br/acs/asp/noticias/noticiasId.asp?Id=7342
Ao povo negro, a elite racista, esnobe ["s nob" = "sine nobilitate", sem nobreza] brasileira, tem legado farelos, numa política muito bem estruturada de exclusão!

Considerando o que se tem visto, inclusive por parte da "intelectualidade" (igualmente esnobe) brasileira e pelas investidas contra-cotas que têm sido veiculadas na mídia "oficial";

Considerando as delongas, idas e vindas, para a votação do Projeto de Lei 73/99;Entendemos por bem concentrar nossas ponderações, reflexões e propostas em  um mesmo lugar.Foi nesse sentido que criamos um Blog com o título Votação para as Cotas já!, cujo conteúdo, a partir das assinaturas e comentários, encaminharemos ao Congresso Nacional e para divulgação na imprensa -- contando com a divulgação de cada Instituição e ONG, bem como os contatos que cada um de nós tem com os jornais e TVs.
Se concordar, é fundamental a divulgação do mesmo, para o maior número de assinaturas.  Afinal, somos 50% de uma população de 186.485.244 habitantes, em estimativa do IBGE, no dia 16-jun.-2006.
Informamos que argumentos racistas já os conhecemos fartamente, sustentados pela mídia que nada tem feito para a visibilidade de nossas contribuições, verdades e valores; muito ao contrário"!
Deixe sua contribuição / assinatura em
memorialeliagonzalez.blog.terra.com.br/votacao_para_as_cotas_ja
Memória Lélia Gonzalez
http://www.leliagonzalez.org.br
Cultura, educação e informação
Banco de dados sobre cor tem nova versão da PrimaPagina

 

  • Mapa Racial brasileiro

O Atlas Racial Brasileiro, o mais abrangente banco de dados sobre cor do país, ganhou uma nova versão. A mudança consistiu na correção de falhas no funcionamento do software - os dados da versão antiga estavam corretos e continuam os mesmos. A ferramenta, que conta com mais de 100 indicadores sociais dissociados por cor no país, nas cinco grandes regiões, nos Estados e no Distrito Federal, foi desenvolvida pelo PNUD e pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
O Atlas traz informações sobre demografia, saúde, habitação, educação, trabalho, renda, cobertura trabalhista e previdenciária e acesso a serviços públicos. A base de dados da ferramenta abrange mais de 20 pesquisas de abrangência nacional - os Censos de 1980, 1991 e 2000 e a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 1982 e de 1986 a 2003 -, além da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, feita em 1996, e da Pesquisa sobre Saúde Familiar no Nordeste do Brasil, de 1991.
A reformulação pode estimular as pessoas a utilizarem mais a ferramenta, avalia a chefe do Departamento de Demografia do CEDEPLAR (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, ligado à UFMG), Paula Miranda-Ribeiro, que coordenou a elaboração da nova versão. Apesar da melhoria, ela faz ressalvas à concepção do Atlas Racial. "Ele não é muito amigável ao usuário. Para mexer nele, o usuário precisa conhecer bem Excel.
Para quem sabe, ele é ótimo", afirma.
A professora ainda avalia que a ferramenta é muito pouco explorada na universidade. "Acho que o Atlas tem um potencial enorme. Se os professores e alunos conhecessem melhor a ferramenta, nós conseguiríamos um avanço muito grande", destaca. Quanto ao uso do software para a elaboração de políticas públicas, Paula defende que ele poderia ser mais usado pelos governos estaduais. "Funcionaria muito bem no nível estadual", aponta.
de http://www.pnud.org.br/noticias/impressao.php?id01=2047
Para acessar a página do Atlas Racial Brasileiro:
http://www.pnud.org.br/publicacoes/atlas_racial/index.php
fonte e íntegra
clique aqui.

 

  • Projeto de lei sobre crimes de discriminação

Está em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de Lei do Senado nº.309/2004, oferecido pelo Senador Paulo Paim, que objetiva substituir a lei nº 7.716/89, definindo os crimes resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem.
Diante da discussão legislativa, o Observatório Negro, de Pernambuco, a partir da experiência do movimento negro, no combate jurídico ao racismo, propôs uma análise política, social e jurídica sobre o referido PL, que
solicitamos seja avaliado por todos e todas que estão na luta contra toda forma de discriminação.
O Parecer do Observatório Negro também está sendo encaminhado para parceiros/as da Câmara dos Deputados - como o Deputado Federal. Luiz
Alberto, da Bahia -, Câmara onde atualmente se encontra o PL para apreciação, discussão e votação.
Acreditamos que a participação do movimento negro e de todos e todas que querem um país justo, com igualdade para todos, nessa discussão, se faz fundamental.Acesse o documento do Observatório Negro, em arquivo .pdf.
www.leliagonzalez.org.br/material/ParecerPLS309_Observatorio-Negro-PE.pdf
Comente o documento, diretamente para o Observatório Negro -
rebeca.oliveiraduarte@gmail.com
ou deixe seu comentário clicando aqui.

A discussão e a reflexão sobre esse Projeto de Lei é de responsabilidade
fundamental para a cidadania, de todos/as os/as
brasileiros!

http://www.leliagonzalez.org.br/

 

  • Igreja Católica e Mulheres

Desconstruindo Tabus
II CURSO DE CATÓLICAS
PELO DIREITO DE DECIDIR
Agosto/Setembro 2006

Objetivo: Oferecer aos/às participantes, acesso a um conhecimento relativo às teorias e práticas religiosas no campo dos direitos sexuais e direitos reprodutivos.
Destinatários/as: Lideranças do movimento de mulheres, do movimento GLBTT, do movimento sindical, estudantes, professores/as universitários/as, agentes de pastoral e todas as pessoas interessadas.
Assessoras: As aulas serão ministradas pela equipe permanente de CDD e por colaboradoras técnicas que trabalham na ong. As responsáveis por desenvolver os temas do curso são especialistas, mestrandas, doutorandas e doutoras nas áreas de sociologia, psicologia, ciências da religião, literatura e história.
Período: 1º de agosto a 26 de setembro de 2006 - Aulas sempre às terças-feiras das 19h às 21h30min  Local do curso: na sede de Católicas, à rua professor Sebastião Soares de Faria, 57 - 6º andar - Bela Vista - São Paulo - SP (altura do 1200 da Av. Brigadeiro Luiz Antônio) Valor: R$ 150,00 em 3 vezes sem juros. Inscrições: até 14 de julho de 2006 pelo telefone (11) 3541-3476 ou pelo e-mail: cddbr@uol.com.br ou pessoalmente na sede de Católicas
Igreja Católica e Mulheres: Desconstruindo Tabus II Curso de Católicas pelo Direito de Decidir Agosto/Setembro 2006
O comportamento das mulheres ainda está cercado de tabus, especialmente no que tange aos direitos sexuais e aos direitos reprodutivos. Virgindade, uso de métodos contraceptivos, maternidade como destino, homossexualidade, aborto ainda são temas controversos, que podem gerar discriminação e trazer estigmas. Em pleno século XXI, a mulher brasileira ainda não tem liberdade para decidir nem sobre seu corpo, nem sobre seu prazer.
Muitos desses tabus são originados pelo pensamento cristão e, no caso específico do Brasil, especialmente pelas idéias advindas da Igreja Católica. Isso ocorre porque a cultura brasileira está fortemente permeada por valores cristãos. Se por um lado isso é positivo, pois somos estimulados/as a exercer a solidariedade e a buscar a justiça social, uma vez que esses valores são parte indispensável do ideário cristão, por outro lado nossas vidas sofrem grande influência de idéias religiosas restritivas da liberdade sexual e do controle da reprodução humana. No entanto, também é sabido que a maior parte dos/as católicos e católicas, não seguem as prescrições da Igreja nesse campo. Durante o curso abordaremos toda essa diversidade e complexidade do campo religioso brasileiro.
O curso está estruturado em dois módulos complementares. No primeiro, percorreremos as perspectivas históricas que concorreram para a construção da mentalidade vigente hoje. No segundo módulo, trabalharemos as questões contemporâneas que colocam em cheque esse pensamento católico historicamente construído.Maiores informações: www.catolicasonline.org.br/curso
Inscreva-se aqui
Vagas limitadas! Garanta já sua participação.
Rua Prof. Sebastião Soares de Faria, 57 - 6ºandar - Bela Vista - São Paulo/SP - Brasil - 01317-010 Tel/fax: 11 3541-3476
E-mail: cddbr@uol.com.br
Site: www.catolicasonline.org.br




 

 

 



 







 

 

 

 

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Eliane Potiguara, Membro Efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras

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