GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena 
Projeto do Grupo Mulher-Educação Indígena  
Ano 2Edição nº 09 - JUNHO/JULHO 2006/BRASIL 

3 - ESPAÇO COMUNITÁRIO

  • Itarema sedia III Jogos dos Povos Indígenas do Ceará

Atletas indígenas de sete etnias vindos de 11 municípios cearenses participam nesta sexta-feira (30/06) da abertura da 3ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas do Ceará. O evento acontece em Itarema e vai até 04 de julho.
As modalidades se dividem em corrida de tora, travessia a nado, cabo de guerra, arremesso de lança, arco e flecha, queda de braço, futebol de campo e atletismo. Os
participantes serão premiados com medalhas e troféus.
O evento é promovido pela Secretaria de Esporte do Estado e tem apoio do Ministério do Esporte, da Funai e das Prefeituras Municipais.
HOME PAGE FUNAI, 30.6.2006
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.

 

  • Potiguaras se reúnem na UFCG e discutem licenciatura indígena

Índios Potiguara participarão desta quinta-feira, dia 29, até sábado, dia 1 de julho, no Centro de Extensão "José Farias da Nóbrega", na Universidade Federal de Campina Grande, de um seminário para discutir a criação de curso
de licenciatura voltada para os povos indígenas. O evento reunirá professores indígenas potiguara, docentes e estudantes da UFCG que integram o Programa de Formação Superior e Licenciaturas Indígenas (PROLIND) da Secretaria de Educação Superior do MEC, no âmbito da Instituição.
A finalidade do seminário é discutir a escola indígena e as questões relativas à criação do curso de licenciatura intercultural delimitando os critérios que deverão estar presentes no projeto político pedagógico (PPP) de um curso superior específico voltado para os povos indígenas. Também visa promover discussões sobre as bases legais atinentes à construção do curso superior em licenciatura indígena e ainda sobre os recortes históricos dados pela educação formal à história indígena privilegiando uma discussão histórico-antropológica dos processos sociais vivenciados pelos Potiguara.
No evento serão discutidos através de oficinas e mesas redondas, temas como "O perfil do formando, do formador e do curso", "Proposta de licenciatura (multicultural ou intercultural?)" e "A história e o povo indígena  potiguara".
A UFCG vem participando de discussões sobre a educação indígena desde o ano de 2004 e no âmbito do PROLIND deu início em fevereiro deste ano na Terra Indígena Potiguara, a uma série de oficinas para construção do projeto político pedagógico que irá orientar a formação de um curso de licenciatura destinado à formação superior de índios. Estas discussões têm como principais atores, professores e estudantes das Unidades Acadêmicas de Educação, História e Geografia e Ciências Sociais da UFCG e professores de escolas indígenas integrantes da Organização dos Professores Indígenas Potiguara da Paraíba (OPIP-PB).
As informações são da Assessoria de Imprensa da UFCG

 

  • Índios kadiwéu recebem livros escritos na língua materna

Os alunos das cinco comunidades indígenas Kadiwéu receberão dois livros de apoio pedagógico escritos na língua materna. Foram impressos 1.100 livros, com recursos da Secretaria de Estado de Educação (SED), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) e do programa Fome Zero. As obras são bilíngües - escritas em kadiwéu e em língua portuguesa - e serão utilizadas pelos alunos do ensino fundamental das aldeias Alves de Barros, Campina, São João, Barro Preto e Tomázia (todas localizadas no território de Porto Murtinho).
Os livros de alfabetização e neoalfabetização "Dinatitalo okomaga Gobagatedi - Construído pelas nossas próprias mãos" são voltados ao incentivo à leitura e foram produzidos por índios kadiwéu e kinikinawa do Curso Normal em Nível Médio - Formação de Professores para a Educação Infantil e Educação nas séries iniciais do Ensino Fundamental, no qual a SED foi parceria, remunerando os professores ministrantes.
De acordo com a gestora da educação escolar indígena da SED, Miriam Moreira Alves, a SIL (Sociedade Internacional Sócio-Lingüística), na década de 90, já havia feito estudos sobre os fonemas da língua kadiwéu. Ela afirma que as crianças kadiwéu são falantes da língua materna - a primeira que aprendem.
"Mas agora, os alunos terão um material impresso como meio de valorização da língua falada por cerca de 1.500 índios kadiwéu em Mato Grosso do Sul", destaca.
Guarani - A SED também distribui livros indígenas em terena e em guarani-kaiowá. Em abril, foram entregues cinco livros terena, elaborados por alunos do Curso de Magistério Indígena - uma iniciativa pioneira promovida pela Associação de Educação Católica, em parceria com o governo do Estado.
Também foram impressos e entregues às comunidades indígenas livros bilíngües voltados aos alunos guarani-kaiowá. Foram beneficiadas as 27 aldeias, em 18 municípios, da etnia.
Os livros em guarani foram organizados e orientados pelos cursistas da primeira turma do Curso Normal em Nível Médio de Formação de Professores Guarani/Kaiowá - projeto "Ára Verá" (que significa espaço-tempo iluminado) O curso é oferecido pela SED e tem como objetivo habilitar professores indígenas da região sul de Mato Grosso do Sul para o exercício do magistério em escolas de educação infantil e de séries iniciais do ensino fundamental nas comunidades indígenas.
Fonte:

http://www.douradosnews.com.br/municipios/view.php?ma_id=179677

 

  • Povo Potyguara

Índios fazem 2 reféns e exigem liberdade para presos
Wellington Farias


O soldado Gilvanildo, da Polícia Militar Florestal do Estado e o empregado da Usina Japungu, Roberto Macionilo de Souza, ficaram ontem, por mais de 10 horas reféns dos índios da Tribo Potiguara, da Aldeia Monte Mor, em Rio Tinto. Os índios só liberaram os reféns depois que o juiz de Rio Tinto, Adeilson Nunes, garantiu analisar a petição que a Fundação Nacional do Índio (Funai) impetrou para libertar os índios que foram presos quando cortavam árvores da reserva florestal do Parque Estadual do Rio Vermelho, em Rio Tinto.
Os quatro índios - Antonio dos Santos Silva, Pedro dos Santos Silva, Rogério Oliveira e Marcos Francisco de Paiva - foram presos pela Polícia Florestal, na segunda-feira, acusados de extrair madeira nobre de uma reserva
florestal. Segundo a Polícia, a área devastada mede em torno de dois hectares. Desde que foram notificados, passaram à condição de presos de Justiça, segundo os policiais.
O comandante da Polícia Florestal, capitão Josias, disse que, em meio à nova inspeção, que geralmente se intensifica no período junino, ontem pela manhã 15 policiais, trabalhadores da Usina Japungu e um representante da Sudema, foram surpreendidos por cem índios que, revoltados com a prisão dos seus companheiros e em pé-de-guerra, os cercaram e os fizeram reféns. Depois de muitos apelos, a tribo admitiu libertar o soldado e um servidor da Japungu por volta das 19h00 de ontem.
Um carro de reportagem da TV Cabo Branco, cuja equipe fora convidada pela Sudema a cobrir a inspeção, foi totalmente danificado. A Polícia Florestal atribui o dano aos indígenas. "Não temos nada com isso. Havia soldados e outras pessoas encapuzadas e usando colete preto, na ocasião", rebateu o Pajé Potiguara, Adailto Cordeiro Campos, que participou do cerco aos policiais e das negociações em traje de guerra, à semelhança de outros índios que os cercava.
Pajé diz que foi recebido à bala Com a confirmação de vários companheiros que participaram da ação, o Pajé disse que, ao chegarem ao local, foram recebidos à bala pela Polícia Florestal e segurança da usina Japungú. Na toca, exibiram para jornalistas dois revólveres calibre 38, um de cano curto e outro de cano longo, além de uma faca, pertencentes aos policiais e ao segurança da usina. "O revólver que tomamos do segurança da usina havia feito dois disparos", disseram os índios.
Durante uma nova rodada de negociações, intermediada ontem à tarde pelo administrador da Funai, Petrônio Machado Filho, os índios rechaçaram a proposta de liberar apenas o policial e entregar o segurança da usina à Polícia Federal. Em dado momento houve um início de tumulto, face à opinião dividida entre indígenas, mas ao final prevaleceu a unanimidade em favor de só solta-los quando os índios presos estiverem em poder da tribo, totalmente ilesos.
Por determinação do Comando Geral da PM, e orientadas por várias denúncias que lhes foram encaminhadas, a Polícia Florestal do Estado desde quinta-feira vinha fazendo inspeções na área.


Denúncia de crime ambiental
A Polícia Militar Florestal do Estado atribui aos índios Potiguaras da Aldeia Monte Mor, em Rio Tinto, a devastação em cerca de dois hectares do Parque Estadual Rio Vermelho. Dali, os índios já teriam extraído, ilegalmente, três mil escoramentos, toras de pau-brasil, ipê, gitaí, murici, entre outras madeiras de lei. "Foi feito um grande estrago. Só de toras, dariam para enches três carretas", disse o comandante, capitão Josias, acrescentando que foi preso até gente usando motosserra.
O comandante da Polícia Florestal disse que, além do corte de madeira de lei, havia muitas carvoeiras sendo exploradas na área. A madeira, supôs, seria vendida a madeireiras da Paraíba e do Rio Grande do Norte. O destino da madeira apreendida, segundo ele, vai depender da decisão dos órgãos de preservação ambiental.
Os índios alegam que, há século, sobrevivem do cultivo de mandioca, inhame, outras lavouras e da exploração de carvão mineral daquela área. Disseram que, o grosso da madeira derrubada, é resultado da ação de pessoas desconhecidas, procedentes do Rio Grande do Norte, para onde a madeira seria levada. "Os próprios latifundiários foram quem devastaram toda essa área que vocês estão vendo", contaram os índios aos jornalistas.
http://www.correiodaparaiba.com.br/index2.php?pagina=cidades
Fonte: lista indígenas

  • Saúde nas aldeias é discutida

 A falta de saneamento básico, deficiência do sistema de transporte de pacientes em situação de emergência e a escassez de medicamentos são alguns dos itens discutidos, de segunda-feira até ontem, pelo Conselho Distrital de Saúde dos Povos Indígenas do Estado da Bahia e representantes da Fundação Nacional de Saúde - Funasa.
O encontro aconteceu no Hotel Marazul, na Barra, e reuniu 24 conselheiros distritais indígenas e cerca de 10 convidados. Ontem, ao final do evento, a conselheira de saúde do Pólo de Porto Seguro, Luzia Pataxó, disse que o mais grave problema que aflige as tribos está no âmbito da saúde. Segundo ela, é comum os indígenas deixarem de ser levados para outros municípios para atendimento ambulatorial, já que veículos da Funasa chegam atrasados para apanhá-los.
"As aldeias que possuem carros também ficam prejudicadas, por que os veículos são sucateados e nem sempre podem viajar", reclama a conselheira. Ela calcula que existam aproximadamente 14 mil índios nos municípios do Pólo de Porto Seguro, composto por Santa Cruz de Cabrália, Prado, Itamaraju, Belmonte e Porto Seguro.
Luzia Pataxó diz que os indígenas não têm participação na composição e planejamento do orçamento destinado a eles. "Os técnicos da Funasa já trazem tudo pronto.
E hoje estamos aqui para discutir a falta de preocupação e o descaso conosco", frisou. Ela aponta que, em 2002, o Governo Federal liberou R$ 1 milhão para saneamento básico, "mas as obras ou não são feitas ou estão inacabadas em diversas aldeias", diz. Em maio deste ano, por exemplo, foi iniciada a construção de 125 módulos sanitários em sua aldeia, Coroa Vermelha, mas antes que o mês acabasse as obras foram interrompidas.
Chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena da Funasa na Bahia, RaquelMende disse que será aberta licitação para concluir.
Fonte: A Tarde / mgomes@grupoatarde.com.br
 

  • Grupo TEKU ARANDU produz CD

Formado por 120 crianças e jovens Guarany e Tupy-Guarany que contam o cotidiano Guarany. Chama-se  Memória Indígena Guarany. Adquira esse CD através de:011-3815-3848
Sandrinha ou Eliza

 

  • FESTIVAL YAWANAWA

HOME PAGE ALTINO MACHADO
Joaquim Tashka Yawanawa e Biraci Nixiwaka Brasil
Em junho de 2002, foi realizado o I Yawa. Aquele primeiro evento surgiu a partir de uma conversa interna das lideranças tradicionais, que fizeram uma reflexão da história e da vida de nosso povo na atualidade. Após uma grande reflexão dos ganhos e perdas que tivemos depois de mais de um século de colonização, vimos que todas nossas danças, expressões artística, cultural e espiritual não foram apagadas e esquecidas da memória de nosso povo. Elas tinham sido apenas deixadas para atrás, dando vaga aos costumes ocidentais trazidos pelos patrões seringalistas e missionários. A maneira que encontramos para mostrar isso para nossa própria gente foi organizar uma semana dedicada à nossa cultura ancestral. Yawa é uma semana de celebração de dança, expressão artística, cultural e espiritual do povo yawanawa.
Yawa é a ligação do povo yawanawa com o criador e seus antepassados.
Nos conecta ao mundo "moderno" sem perder nossa identidade cultural, que nos fortalece como um povo indigena com uma cultura, língua e tradição diferente. É também um ato de agradecimento aos espíritos da floresta pelos bens que ela oferece, pelos momentos de alegria que a comunidade está vivenciando. É um sinal de boas vindas aos visitantes. Não há palavras para descrever a sensação de estar presente numa roda de mariri yawanawá, na aldeia Nova Esperança. É o contato direto com a floresta e seus habitantes. Bem, aquele primeiro evento causou um grande impacto na comunidade e mudou a história de nosso povo. Para nós yawanawá, o YAWA foi o renascimento e o redescobrimento como um povo com uma cultura, uma identidade e uma espiritualidade vivas em pleno século XXI.
Aproveitamos aquela oportunidade também para fazer a gravação do primeiro filme sobre a história e a vida do povo yawanawa, o qual esperamos que, através de nossos cantos e nossas imagens, tenhamos inspirado outros povos indígenas ao redor do mundo que estão em
processo de resgate de sua indentidade cultural e ancestral.
Em 2003 realizamos o II YAWA. O evento aconteceu entre os dias 1 a 7 de de Julho de 2003. Reuniu todos os 620 Yawanawá que vivem na Terra Indígena do Rio Gregório, além da visita ilustre do governador Acre, Jorge Viana, além de convidados que vivem ao redor dos centros urbanos e em outras regiões do Estado do Acre. Em 2004 - III YAWA. O evento aconteceu entre os dias 10 a 15 Agosto e contou com a participação de todo o povo yawanawá da Terra Indígena do Rio Gregório, além de visitantes convidados pela Organização Yawanawá.
Naquele ano, participaram vários outros grupos indígenas que foram visitar e conhecer um pouco mais da cultura do povo yawanawa.
Em 2005, IV YAWA. O evento aconteceu entre os dias 25 a 30 de Julho.
Naquele ano, o povo yawanaw celebrou muitas conquistas alcançada nos últimos anos, que vão desde os projetos sociais, ampliação da Terra Indígena do Rio Gregório até o lançamento da grife yawanawa.
Tivemos também a visita do governador Jorge Viana e do senador Tião Viana. O V YAWA será realizado entre os dias 25 a 30 de julho. Contará com a participação de todo povo yawanawa, além de convidados ilustres.
O festival Yawa, tem se tornado uma referência de celebração da Cultura ancestral do povo Yawanawa.
Joaquim Tashka Yawanawa e Biraci Nixiwaka Brasil são dois jovens líderes do povo da queixada.
FONTE: http://altino.blogspot.com/
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.




 


 


 

 

 

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Eliane Potiguara, Membro Efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras

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