GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena 
Projeto do Grupo Mulher-Educação Indígena
Ano 2Edição nº 09 - JUNHO/JULHO 2006/BRASIL 

1- OPORTUNIDADES PARA ESCRITORES E AUTORES INDÍGENAS

  • Vestibular para os índios professores

     Assim como ocorre com os brancos, só com a educação os índios poderão lutar melhor pelos seus direitos de primeiro povo a ocupar a Terra Brasilis. Foi pensando nisso que o Ministério da Educação decidiu promover vestibular para que professores indígenas do Amazonas realizem o curso de licenciatura específica.
    O curso, que será ministrado durante cinco anos pela Universidade Estadual do Amazonas(UEA), vai abrir 250 vagas para três povos indígenas amazonenses, oferecendo 230 vagas para os Ticunas e 20 vagas para os Kaixana e Kokama. Os três povos indígenas habitam os municípios de Benjamin Constant, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins.
    Poderão se inscrever até sábado, dia 24 de junho, para o vestibular do curso do campus de Tabatinga da UEA professores indígenas, diretores, gestores, secretários e coordenadores de escolas indígenas dos seis municípios do Alto Solimões amazonense. O curso terá duração de cinco anos divididos em dez etapas presenciais e nove intermediárias. A primeira etapa presencial será de 16 de julho a 4 de agosto no Centro de Formação de Professores Indígenas Ticunas-Torü Nguepataü, na aldeia Filadélfia, em Benjamin Constant.
    As inscrições podem ser feitas na sede da Organização Geral dos Professores Ticunas Bilíngües, na aldeia Filadélfia (Benjamin Constant); no Centro de Estudos Superiores da UEA, em Tabatinga; na Coordenação de Educação Indígena da Secretaria Municipal de São Paulo de Olivença; na Secretaria Municipal de Educação, em Amaturá;
    na Escola Estadual Pedro I, em Santo Antônio do Içá; e Secretaria Municipal de Educação, em Tonantins.
    As provas, previstas para o dia 24 de junho, constam de redação e títulos. Para os candidatos Ticunas, a redação será em português ou no idioma Ticuna e para os povos Kaixana e Kokama,  em português. No dia da prova, segundo o Ministério da Educação, a UEA vai sortear os temas da redação, entre os quais se incluem a educação escolar indígena diferenciada e a legislação educacional brasileira, a formação específica do professor indígena, o currículo diferenciado das escolas indígenas, a escola e a defesa do meio ambiente, a escola e a valorização da cultura, a relação escola e comunidade. A redação vale 20 pontos e os títulos dez pontos.
    O resultado do vestibular será divulgado em 10 de julho e as matrículas serão feitas nos dias 14 e 15 de julho. O curso terá duração de cinco anos divididos em dez etapas presenciais e nove intermediárias. Como é um curso ministrado em serviço, nas fases intermediárias, os participantes desenvolvem pesquisas e estudos orientados, prática pedagógica e produção de materiais didáticos nas aldeias onde trabalham.
    O MEC informa que a UEA é uma das 12 instituições públicas de ensino superior selecionadas em 2005 para receber recursos do Programa de Apoio à Implantação e Desenvolvimento de Cursos de Licenciatura para Formação de Professores Indígenas (Prolind/MEC).
    Segundo o coordenador de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Kleber Gesteira, a UEA deve receber R$ 500 mil para a implantação do curso de licenciatura para professores indígenas.
    Já recebem apoio financeiro do Ministério da Educação para a implantação, manutenção de cursos de licenciatura e custeio de estudantes, as universidades federais de Roraima (UFRR), Minas Gerais (UFMG), Amazonas (Ufam), Tocantins (UFTO), Campina Grande, na Paraíba (UFCG) e da Bahia (UFBA); e as universidades estaduais de Mato Grosso (Unemat), Londrina, Paraná (UEL), Amazonas (UEA), Bahia (Uneb), Mato Grosso do Sul (Uems) e do Oeste do Paraná.
    Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.


     

  • Concurso Tamoios

 

GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena Informa sobre concurso para escritores indígenas
http://www.fnlij.org.br/Tamoios3.pdf
 

  •   Seju assina convênios para construção

de escolas em comunidades indígenas
Da Redação
Agência Pará
Os Tembés e Kaiapós receberam, nesta quinta-feira (29), recursos para a construção de escolas. O convênio foi assinado pela Secretaria de Justiça do Estado, dentro das ações do Programa Raízes, durante solenidade presidida pelo secretário Marcos Eiró.
Durante a cerimônia, a coordenadora do Programa Raízes, Adelina Braglia, fez um breve histórico sobre a importância dos convênios. O secretário de  Justiça ressaltou que espera "que seja o início de uma parceria mais duradoura". E destacou a preocupação social do governo Simão Jatene em reduzir as desigualdades sociais. "O Programa Raízes sempre mereceu atenção especial do Governo do Estado", ressaltou.
As escolas serão construídas em Santa Maria do Pará, que tem duas comunidades indígenas (Arial e Jeju); Santa Isabel e São Fêlix do Xingu.
Adelina lembra que nos três anos, o Estado do Pará já beneficiou 70 comunidades quilombolas através da concessão de 22 títulos de terras. "O Pará é campeão de titulação de terras no Brasil, correspondendo a 50% do total de terras tituladas em todo o País", observou. Segundo ela, outras  60 comunidades quilombolas em todo o Estado estão em processo final de titulação no Instituto de Terras do Pará (Iterpa).
A solenidade contou com a presença dos prefeitos Marifrança Oliveira, de Santa Maria; e Marió Kato, de Santa Isabel. O prefeito de São Félix do Xingu, Denimar Rodrigues, foi representado por Rodinaldo Lima da Silva.
Também estiveram presentes, a assessora do Programa Raízes, Elizabeth Soares, e o assessor da Seju, Saulo Aflalo.
Texto: Sérgio Noronha - Assessoria de Comunicação da Secretaria de Justiça Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Estado
Fone: (91) 3202-0911 e 3202-0912, fax: 3202-0913
Fonte:E-mail: redacao@agenciapara.com.br


 

  • Concurso é vitória dos professores indígenas

"Uma vitória do movimento dos professores indígenas". Essa foi a avaliação da presidente do Conselho de Educação Escolar Indígena do Mato Grosso,
Chiquinha Pareci, sobre o concurso específico para professores indígenas, realizado no último dia 11 pela Secretaria de Educação do estado.
O concurso abriu 80 vagas para a lotação nas escolas indígenas estaduais e trará estabilidade profissional para os professores. "Esperamos que as escolas indígenas possam melhorar a qualidade do ensino nas aldeias com uma atuação de compromisso e envolvimento do professor com a comunidade  indígena", explica Chiquinha.
No ato da inscrição cada professor apresentou uma carta de compromisso onde firmavam o propósito de desempenhar o exercício de sua função social, para concretizar de fato, a educação específica e diferenciada voltada para o seu povo.F

Fonte:Clipping da 6ªCCR do MPF.

 

 

 

 

Notícia anterior                                       Próxima notícia

 

METADE CARA,  METADE MÁSCARA

Para adquirir este livro clique aqui

Encontro dos Escritores indígenas no Rio de Janeiro/2004

Eliane Potiguara, Membro Efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras

Lançamento do livro METADE CARA, METADE MÁSCARA, Global Editora

              Literatura Indígena: Um Pensamento Brasileiro - Copyright 2005 © - All Right Reserved

          Design by Moína