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GRUMIN/Rede
de Comunicação Indígena
Ano 2
- Edição nº 08 -
MAIO2006/BRASIL
4-
GÊNERO, RAÇA E ETNIA:

A
TRAJETÓRIA DE 52 MULHERES EM DEFESA DA PAZ É O TEMA DE
BRASILEIRAS GUERREIRAS DA PAZ,
ORGANIZADO PELA ATIVISTA CLARA CHARF
No dia 30 de março, a Natura levou a São Paulo
as 52 guerreiras para o lançamento do livro.
Coordenação: Clara Charf
Textos: Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia
Negrão
Fotos: Nair Benedicto e Bob Wolfenson
Patrocínio: Natura e Petrobrás
Editora Contexto
244 páginas
Formato 16 X 23 cm
R$ 29,00
Brasileiras Guerreiras da Paz traz perfis e fotos de
mulheres de todo o Brasil, atuantes no campo, na
academia, nas aldeias indígenas, nos quilombos, nas
grandes cidades, nas periferias, no planalto central. São
mulheres de 30 a 90 anos de idade: ativistas,
anti-racistas, políticas, ambientalistas, escritoras,
artistas, feministas, sociólogas, cientistas,
advogadas, médicas, ialorixás, lideranças indígenas.
No dia 30 de março, as 52 Guerreiras da Paz estiveram
em São Paulo para o lançamento do livro, patrocinado
pela Natura. O evento aconteceu às 18:30hs no Museu da
Casa Brasileira.
Projeto Mil Mulheres
O livro teve origem a partir do Projeto Mil Mulheres,
uma iniciativa de ativistas suíças que propuseram o
nome de 1000 mulheres de 154 países para concorrer
coletivamente ao Nobel da Paz de 2005. Ao Brasil, coube
indicar 52 mulheres, proporcional à sua população.
Clara Charf coordenou a seleção aqui e, após dois
anos de árduo e gratificante trabalho, chegou-se ao
nome das 52 brasileiras. O Nobel da Paz não foi dado às
1000 Mulheres. No entanto, as vidas dessas Guerreiras
merecem luz e destaque na história. Surgiu, assim, o
livro Brasileiras Guerreiras da Paz.
As jornalistas Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia
Negrão entrevistaram e biografaram cada uma delas. Há
nomes conhecidos da mídia e do grande público, mas a
maioria é anônima. Entre elas, a escritora e membro da
Academia Brasileira de Letras Ana Maria Machado, a
educadora acreana Concita Maia, que atua na imensidão
da floresta Amazônia, Fátima Oliveira, presidente da
maior rede feminista de saúde do país e a atriz Zezé
Motta, fundadora do Centro de Informação e Documentação
do Artista Negro.
As 52 brasileiras guerreiras da paz:
ALBERTINA DUARTE TAKIUTI, médica ginecologista (São
Paulo)
ALZIRA RUFINO, ativista feminista e anti-racista (São
Paulo)
ANA MARIA MACHADO, escritora (Rio de Janeiro)
ANA MONTENEGRO, advogada e ativista política (Bahia)
BENEDITA DA SILVA, líder política (Rio de Janeiro)
CONCITA MAIA, educadora e feminista (Acre)
CREUZA MARIA OLIVEIRA, líder das trabalhadoras domésticas
e sindicalista (Bahia)
ELIANE POTIGUARA, escritora e ativista indígena (Rio de
Janeiro)
ELIZABETH TEIXEIRA, líder camponesa (Paraíba)
ELZA BERQUÓ, demógrafa (São Paulo)
ELZITA SANTA CRUZ OLIVEIRA, ativista (Pernambuco)
EVA ALTERMAN BLAY, pesquisadora e professora universitária
(São Paulo)
FÁTIMA OLIVEIRA, médica e ativista feminista (Minas
Gerais)
GIVÂNIA MARIA DA SILVA, ativista e vereadora
(Pernambuco)
HELEIETH SAFFIOTI, socióloga e professora (São Paulo)
HELENA GRECO, ativista política (Minas Gerais)
HELONEIDA STUDART, escritora e deputada estadual (Rio de
Janeiro)
JACQUELINE PITANGUY, socióloga e cientista política
(Rio de Janeiro)
JOÊNIA BAPTISTA DE CARVALHO, advogada e liderança indígena
(Roraima)
JUREMA BATISTA, ativista anti-racista e deputada
estadual (Rio de Janeiro)
LAIR GUERRA DE MACEDO, infectologista e gestora pública
(Brasília)
LEILA LINHARES BARSTED, advogada e ativista feminista
(Rio de Janeiro)
LENIRA MARIA DE CARVALHO, líder das trabalhadoras domésticas
(Pernambuco)
LUCI TERESINHA CHOINACKI, deputada federal (Santa
Catarina)
LUIZA ERUNDINA DE SOUZA, líder política e deputada
federal (São Paulo)
MÃE HILDA, ialorixá (Bahia)
MÃE STELLA, ialorixá (Bahia)
MANINHA XUKURU, líder indígena, (Alagoas)
MARA RÉGIA DI PERNA, radialista e comunicadora social,
(Brasília)
MARGARIDA GENEVOIS, ativista pelos direitos humanas (São
Paulo)
MARIA AMÉLIA DE ALMEIDA TELES, ativista feminista e de
direitos humanos (S. Paulo)
MARIA BERENICE DIAS, desembargadora (Rio Grande do Sul)
MARIA JOSÉ DE OLIVEIRA ARAÚJO, médica e ativista
feminista (Brasília)
MARIA JOSÉ ROSADO NUNES, ativista feminista e
professora universitária (São Paulo)
MARINA SILVA, Ministra do Meio Ambiente (Brasília)
MAYANA ZATZ, cientista (São Paulo)
MOEMA LIBERA VIEZZER, socióloga e educadora popular
(Paraná)
NIÈDE GUIDON, arqueóloga (Piauí)
NILZA IRACI, ativista feminista e anti-racista (São
Paulo)
PROCÓPIA DOS SANTOS ROSA, líder quilombola calunga
(Goiás)
RAIMUNDA GOMES DA SILVA, líder camponesa (Tocantins)
ROSE MARIE MURARO, escritora e ativista feminista (Rio
de Janeiro)
RUTH DE SOUZA, atriz (Rio de Janeiro)
SCHUMA SCHUMAHER, ativista feminista e pedagoga (Rio de
Janeiro)
SILVIA PIMENTEL, advogada e professora universitária (São
Paulo)
SUELI PEREIRA PINI, juíza de direito (Amapá)
THEREZINHA DE GODOY ZERBINI, advogada e ativista política
(São Paulo)
VANETE ALMEIDA, ativista do campo (Pernambuco)
ZENILDA MARIA DE ARAÚJO, líder indígena (Pernambuco)
ZEZÉ MOTTA, atriz (Rio de Janeiro)
ZILDA ARNS NEUMANN, médica e gestora social (Paraná)
ZULEIKA ALEMBERT, ativista política e feminista (Rio de
Janeiro)
Sobre Clara Charf:
Há 60 anos, Clara comprou a briga pela democracia do país.
Viúva de Carlos Marighella, com quem viveu 21 anos,
esteve exilada em Cuba por nove anos, é membro do
Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e homenageada
com o Prêmio Bertha Lutz, de 2004.
Sobre as autoras:
Carla Rodrigues é jornalista, escreve regularmente
sobre mulheres na revista eletrônica NoMínimo (www.nominimo.com.br).
Tem 20 anos de experiência profissional na grande
imprensa e também em Ongs como o Ibase, onde trabalhou
com o sociólogo Herbert de Souza, de quem escreve uma
biografia.
Fernanda Pompeu é redatora e editora de publicações
sociais, relacionadas a questões de gênero, raça e
direitos humanos. Também é autoria do romance Cá
Camila – uma invenção de alegria e do livro de
contos 64.
fpompeu@uol.com.br
Patrícia Negrão: é jornalista com especialização em
Ciências Políticas pela Ludwig Maximilians Universität,
na Alemanha, e trabalha há dez anos com temas
relacionados a mulheres. Entre outros, coordena o Prêmio
CLAUDIA, da editora Abril, e gerenciou o planejamento e
desenvolvimento do Projeto Mil Mulheres para o Nobel da
Paz. p.negrao@uol.com.br
Sobre a editora:
A editora Contexto tem como um de seus objetivos levar
ao leitor sínteses definitivas sobre um assunto. Com
volumes monotemáticos e, por meio de cortes específicos
e olhares multifacetados, compõe painéis sobre
determinado assunto, que constituem-se obras de referência.
O historiador e editor da Contexto, Jaime Pinsky, autor
de vasta obra sobre direitos humanos, reserva espaço
especial em sua editora para lançamentos que lutem
pelos direitos das minorias. Pinsky elege um tema, traça
os capítulos a serem desenvolvidos e desafia autores e
convidados a refletir, estabelecendo um diálogo com a
sociedade e as minorias.
Mhario Lincoln - Categoria: Livro&Cultura
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