GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena

Ano 1- Edição nº 1 - 9/08/2005/BRASILwww.elianepotiguara.org.br/newsletter.html

1-OPORTUNIDADES PARA ESCRITORES E AUTORES INDÍGENAS
 
  • 1º E-BOOK INDÍGENA NA INTERNET
CONVOCATÓRIA
  
Introdução:
 
NEI (Núcleo de Escritores Indígenas) do Inbrapi ( Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual), do qual fazemos parte, em parceria com o Grumin/Rede de Comunicação Indígena e Vanderli Medeiros Produções Digitais, está preparando o 1º E-Book, na Internet. No ano passado, em setembro realizamos o 1º Encontro de Autores e Escritores Indígenas. Foi lançado o primeiro livro da Coleção Visões Indígenas, em papel. Foi um primeiro começo. Agora estamos convidando VOCÊ (indígena) e novos autores indígenas que querem fazer farte desse e-book, a enviar seu texto( 30 linhas) até 15 de agosto 2005. É um começo do novo.
 
Objetivos do E-book:
 
1_ Dar visibilidade a autores e escritores indígenas.
2_ Incentivar povos indígenas à autoria e escritura indígenas.
3_Difundir artistas indígenas nesse segmento.
4_ Promover e divulgar o pensamento indígena brasileiro a partir da criação individual literária ou de autoria.
5_Utilizar a ferramenta da Internet, através do Programa( software) de e-books, como cartão de visitas para cada autor sem o menor custo, para que cada um possa apresentá-lo à segmentos editoriais alternativos, ou a sua Organização.
6-Promover e aglutinar autores e escritores num portifólio, objetivando o crédito e o fortalecimento e a divulgação  do tema.
7-Disponibilizar o e-book final em diversos sites parceiros.
  
Regulamento:
1- Enviar texto final( não é proposta) contendo 30 linhas com título, digitado, pela Internet, até15 de agosto, indicando nome, etnia indígena e pequena referência. Serão aceitos textos políticos, textos poéticos, textos lendários, textos históricos, textos sobre o cotidiano, textos espirituais, textos informativos, textos publicitários, textos filosóficos abordando a cosmovisão indígena a partir de sua realidade em sua aldeia, ou experiências.Também serão aceitos textos a cerca de reflexão sobre saúde, educação, meio-ambiente e desenvolvimento indígenas.Qualquer idade pode participar, desde que seja de autoria do próprio autor, não pode ser de autoria de terceiros nem colhidos na Internet. Enviar e-mail até 15 de agosto para:
 
 
2- O E-book _FINALIZADO_ deverá ser entregue ao endereço de e-mail que você enviar,  30 dias após a data de envio do texto, totalmente gratuito.VOCÊ FARÁ UM BOM PROVEITO DESSA PUBLICAÇÃO, assim como terá um material de divulgação nas suas mãos.
 
3- Essa oportunidade é para povos indígenas.
  
"Aceitar desafios, divulgar o conhecimento tradicional utilizando o mundo moderno, utilizando as tecnologias de informação( Tics ) também é um  passo na luta pelos direitos indígenas. O mundo pode aprender a construir um novo homem e uma nova mulher a partir da ética e conhecimentos indígenas. Nossos  conhecimentos valem muito pra nós, divulguemos, sem perder as rédeas da origem de nossas ervas, culturas, medicinas, histórias, pinturas, artesanatos. As histórias de nossos avós, bisavós e tataravós. Tudo isso pertence a cada etnia indígena. O mundo precisa saber disso! E você é o condutor. Experimente!"Eliane Potiguara(INDICADA OFICIALMENTE AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ, no Projeto Mil mulheres do Mundo)
 
Obs: Essa oportunidade é para PESSOAS INDÍGENAS.
Fonte: http://grumin.blogspot.com

 

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ, seção brasileira do International Board on Books for Young People - IBBY, com o propósito de incentivar a produção literária para crianças e jovens e a leitura, tem promovido concursos de textos para professores e escritores. Em 2004, último ano da Década dos povos indígenas, decretada pela UNESCO, a FNLIJ convidou os autores indígenas a participarem do I CONCURSO TAMOIOS DE TEXTOS DE ESCRITORES INDÍGENAS, realizado em parceria com o Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual - INBRAPI. E agora, para 2005, a FNLIJ promove, novamente, em parceria com o INBRAPI o 2º CONCURSO TAMOIOS DE TEXTOS DE ESCRITORES INDÍGENAS.

Regulamento

Inscrição:
- Poderão participar indígenas adultos brasileiros residentes no Brasil, que tiverem sua filiação indígena apresentada.
- O texto inscrito deve ser fruto de uma produção literária para o público de crianças e/ou jovens, podendo ser de autoria coletiva.
- O texto deve ser inédito.
- O texto deve vir apresentado em português, em forma narrativa ou poética.
- Cada texto deve ser apresentado impresso em três cópias, em papel A4, fonte arial 12, espaçamento 1,5, tendo o máximo de quarenta laudas, com pseudônimo.
- Separadamente, em um envelope fechado, o participante deve informar seus dados pessoais (nome completo, povo indígena a que pertence, endereço/cep, telefone, e-mail e cidade) e uma biografia de 5 linhas com sua trajetória de vida. Caso seja um texto coletivo, deve ser informada a biografia do grupo.
- Os trabalhos deverão ser enviados até 16 de setembro de 2005 para a sede da FNLIJ: Rua da Imprensa, 16 - sala 1215 cep. 20030-120 - Rio de Janeiro - RJ.
- Após o concurso, os trabalhos não serão devolvidos.
- Maiores informações na FNLIJ pelo telefone: (21) 2262-9130 e pelo e-mail: fnlij@fnlij.org.br ou no INBRAPI pelo telefone: (61) 3033-7019 e pelo e-mail: inbrapi@inbrapi.org.br

Julgamento:
- A comissão julgadora será composta por especialistas e escritores indicados pela FNLIJ e pelo INBRAPI.
- Caberá à comissão julgadora selecionar ou não mais de um vencedor.

Divulgação dos resultados:
Os resultados serão comunicados diretamente ao(s) vencedor(es) pela FNLIJ e divulgados no Notícias e no site da FNLIJ.

Premiação:
- Um acervo de livros de literatura infantil e juvenil doado pela FNLIJ.
- A entrega de prêmios será feita durante o evento 7º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, no Rio de Janeiro, em 2005.
- Publicação do texto premiado no jornal Notícias da FNLIJ.
 

Fonte: FNLIJ www.inbrapi.org.br

 

  • PNLL DEBATE POLÍTICA DE LEITURA NAS COMUNIDADES INDÍGENAS


O desenvolvimento de projetos e programas junto às populações indígenas deve ganhar um capítulo próprio dentro do documento com as Diretrizes Básicas para uma Política Nacional do Livro, Leitura e Bibliotecas que está sendo discutido pelo governo federal e deverá ser uma das primeiras pautas da Câmara Setorial do Livro e Leitura, que o Ministério da Cultura está implantando. Este foi um dos temas debatidos no encontro promovido pela Secretaria de Identidade e Diversidade, do MinC, entre vários órgãos do governo e as lideranças indígenas para aprofundar as ações nessas comunidades. Entre os exemplos de ação apontados pelo coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Galeno Amorim, estão as bibliotecas públicas e as bibliotecas comunitárias que vem sendo abertas nas cidades brasileiras sem bibliotecas - inclusive com atividades de formação - e, ainda, o apoio à edição de livros por meio de mecanismos como a Lei Rouanet e prêmios para incentivar a leitura e a escrita nas comunidades indígenas.


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Notícia do INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual)

A  Diretora de Relações Públicas do INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual)_ a escritora indígena ELIANE POTIGUARA_ é uma das indicadas para o Prêmio Nobel da Paz através do Projeto 1000 MULHERES. 
São 52 brasileiras que integram a lista do projeto "Mil mulheres para o Nobel da Paz". Outras mulheres indígenas contempladas são: Joênia Wapixana, Maninha Xukuru-Kariri e Zenilda

 

O projeto da ONG suíça "Associação 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz" prevê que as mil mulheres concorrerão de forma coletiva ao prêmio, e caso o projeto saia vencedor, o dinheiro do prêmio será usado em uma fundação de estímulos a trabalhos de mulheres que lutam pela paz.

 

A campanha mundial busca valorizar o exemplo de mulheres que trabalham pela construção de uma cultura de paz. A idéia é ampliar o conceito de paz e incluir no debate princípios como a erradicação da pobreza, a justiça, a preservação do meio-ambiente e a elaboração de mecanismos de economia justa. Tudo que se refira à proteção da segurança do ser humano, como o combate à discriminação e à violência, deve ser considerado promotor da paz.

 

Comunicado de Lúcia Fernanda Jófej( Diretora-Executiva do INBRAPI)