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REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS
ÚLTIMAS PROPOSTAS E EVENTOS
O GRUMIN realizou em junho de 2007, reunião
do Conselho para propor mais ações concretas que
estarão sob os temas Direitos Humanos das Mulheres
Indígenas, Conhecimentos Tradicionais,
Biodiversidade, Literatura Indígena, Questão de
Gênero (Saúde e Direitos Reprodutivos), Questão da
terra, Educação,Propriedade Intelectual entre outros temas. Estamos rumo aos
nossos cursos de capacitação e a Conferência Nacional.
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ASSEMBLÉIA JURÍDICA
A REDE GRUMIN DE
MULHERES realizou com sucesso a Assembléia Jurídica e Política da
organização em 2006, objetivando fortalecê-la através de
parcerias, de renovação do Conselho de Mulheres Indígenas
e de criar novas estratégias para efetivar nossas idéias
e projetos.
Para doações nossa conta
é:
GRUMIN
BANCO ITAÚ
Agência 0477
- Conta 29261-9
Inscrição:31.885.635/0001-47
Ano de criação
jurídica: 1987
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Infelizmente no Brasil, ainda existe o racismo
intergrupal, interétnico ou inter-racial, inclusive com
pessoas da mesma origem. A REDE GRUMIN DE MULHERES
tem como objetivo principal, identificar e acolher
setores de mulheres discriminadas sexual, racial e
socialmente com bases em sua origem étnica, levando em
consideração a transversalidade e interseccionalidade,
que envolve esse segmento discriminado. O questionável
processo de miscigenação é um dos fatores que reforçou
a situação de racismo, intolerância e xenofobia
social inclusive nas camadas pobres. Fortalecer
e capacitar e empoderar as mulheres contra a
discriminação sócio-racial e cultural é um de nossos
maiores desafios.
Um pouco da nossa história:
1-
A
REDE GRUMIN DE MULHERES
esteve envolvida nos trabalhos locais na área indígena
Potiguara, desde 1979/1996 tendo uma coordenação
comunitária, e nacionalmente envolvendo outras etnias
dos Estados brasileiros. Desenvolveu dezenas de projetos
de Educação, Saúde e Trabalho objetivando geração de
renda, realizando capacitações, conferências,
participações em campanhas pelos direitos indígenas,
enfocando a visibilidade da mulher indígena tanto na
esfera nacional, quanto internacional. De 1996 a 2006 a
Rede se ocupou a registrar em livros, sites, blogs,
listas de discussão na Internet o fortalecimento de uma
LITERATURA de cunho Indígena e de uma Rede de
Comunicação Indígena.
2-
A
REDE GRUMIN DE MULHERES
esteve envolvida como organização
DELEGADA
na articulação nacional e internacional da Conferência
de Durban, África do Sul (2001), e na pré-Conferência
Regional das Américas (2000-Santiago/Chile), e delegada
das Conferências municipais, estaduais e nacional
organizada pelo SEPPIR (2005), culminando com a nossa
participação na
Conferência das Américas sobre Racismo em
agosto/2006/Brasília.
3- A
REDE GRUMIN DE MULHERES,
esteve envolvida como organização
DELEGADA,
nas articulações do movimento feminista brasileiro para
as Conferências locais, estaduais, nacionais e
internacionais que desembocaram nos eventos das Nações
Unidas para a Promoção da Mulher, como a Conferência
sobre População em Cairo (1994), como a Conferência Del
Mar Del Plata, como a Conferência de Beijing (1995) e
outros desdobramentos.
A
REDE GRUMIN DE MULHERES
esteve como observadora da Reunião
“DIÁLOGOS”
organizada pela a
Unifem
para Mulheres em Brasília/agosto 2006.
4- A
REDE GRUMIN DE MULHERES
esteve envolvida como organização
DELEGADA
nas articulações do Grupo de Trabalho sobre Povos
Indígenas das Nações Unidas na elaboração da Declaração
Universal dos Direitos Indígenas, desde 1990 até 1996, e
2001, tendo sido
delegada
pelo IITC (International Indian Treaty Council), por ter
exposto para 1500 indígenas no Congresso dos índios
Norte-Americanos/New México (1989), a situação de
violência que os povos indígenas brasileiros estavam
vivendo. Tudo isso culminou com o envio de uma moção ao
governo brasileiro pelo referido Congresso. A Rede
participou ainda, de centenas de articulações nacionais
e internacionais na defesa dos povos indígenas,
culminando com sua premiação pela Comunidade BAHÁI, que
trabalha a PAZ MUNDIAL, com o título Cidadania
Internacional “.
Com quem queremos dividir e somar nossa luta:
Mulheres
indígenas, caboclas e descendentes urbanas e aldeadas,
afrodescendentes, mulheres escritoras e jornalistas racial
e sexualmente
discriminadas, mulheres pajés não reconhecidas, xamãs
e parteiras discriminadas, mulheres indígenas
urbanas viúvas ou esposas de presidiários, mulheres afro
ou indígenas urbanas infratoras, empregadas domésticas,
operárias e prostitutas de origem afros e indígenas,
caboclos e descendentes, mulheres étnicas de toda as
categorias, mulheres étnicas de opções sexuais diversas
que sofrem discriminações sociais, raciais e de
gênero por deslocamento interno ou nacional,
por conflitos ou guerras, inclusive deslocando-se
para fora do Brasil, entre outras.
Nossos Objetivos específicos:
1- Incentivar, mobilizar e organizar o segmento acima
descrito, na defesa de sua integridade física,
psicológica e ética- moral.
2- Capacitar e emponderar o público alvo referido na
área de Educação, Saúde, Trabalho, Moradia, Questão
Territorial, Cultural, Geração de renda, Gestão de
Organização, Organização Estratégica, Direitos
Reprodutivos e na área da Tecnologia da Informação.
3-Criação da Casa Rede Grumin de
Mulheres, no Rio de Janeiro, centro formador
de pessoal e Casa da Alimentação.
4-Elaborar jornais, boletins, livros, cartilhas
conscientizadoras, material de divulgação para doação ou
vendas.
5-Formar quadros profissionais que possam
agenciar e multiplicar a própria existência da Rede
Grumin de Mulheres.
6-Criar,
fortalecer políticas públicas para a inclusão dessas
mulheres transversalmente e interseccionalmente
discriminadas e específicas no mercado de trabalho e nas
escolas e universidades.
7-Criar projetos auto-sustentáveis para a
permanência da Rede Grumin de Mulheres, como venda de
livros, encontros literários, artesanatos, comidas
típicas regionais, promoção de Shows, eventos culturais
com nossos dois parceiros comerciais Moína
Produções Artísticas e Eventos.
Portanto a
Assembléia Geral da REDE GRUMIN DE MULHERES
a ser realizada no dia 29 de agosto de 2006, das 09 às
17 horas, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro
(auditório) será um momento propício para refletirmos
sobre o presente e elaborar propostas para o futuro.
Histórico:
-
O GRUMIN surgiu filosoficamente em 1979, tomou corpo
físico a partir de 1982 e formalizou-se juridicamente
em 1987.
-
A organização surgiu pelo fato de sua fundadora ter
testemunhado desde cedo, a saga de sua avó e família
indígenas em busca da sobrevivência física, moral e
étnica, após terem passado por um processo de
violência que levou a referida família à imigração
compulsória para ter sua vida garantida.
-
Sua fundadora, antes de 1979, peregrinou então para
diversas terras indígenas no Brasil e percebeu a mesma
história contada por sua avó, além de outros problemas
identificados.
Surge então o GRUMIN na década de 80 por um pequeno
grupo de mulheres e no I Encontro Potiguara de Luta e
Resistência, solicitado pelo cacique da época, João
Batista Faustino, o Grupo é ampliado com mulheres
dessa e outras etnias.
O GRUMIN foi contemplado em 1996 pela Comunidade BAHÁ’í,
com o “Prêmio Cidadania Mundial”, pelos trabalhos
desenvolvidos em prol das mulheres indígenas do país,
sendo sua fundadora indicada em 2005 ao Projeto
Internacional “Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz”.
Hoje:
A REDE GRUMIN DE
MULHERES é uma rede formada por mulheres indígenas
aldeadas e das cidades, por mulheres de origem étnica
discriminadas social, sexual e racialmente, como
indígena de miscigenação afrodescendente, ou vice-versa,
entre outras.
Nossos parceiros:
ASHOKA (Empreendedorismo social)
CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
CEDOICOM (Centro de Documentação e Informação COISA DE
MULHER)
Centro de Estudos Xamânicos
CISF (Cidadania Sem Fronteiras) (parceiro cultural)
Comitê Intertribal de Ciência e Tecnologia
FUNAI/Paraíba
FUNAI/Rio de Janeiro
FUNASA( Fundação Nacional de Saúde)
GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena (apoio Navajo Nation/Usa)
INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a
Propriedade Intelectual)
Moína Produções Artísticas e Eventos (parceiro cultural)
Mulheres pela
Paz ao Redor do Mundo
OPÇÃO BRASIL
REDEH _ Rede de Desenvolvimento Humano
Rede Feminista de Saúde
Rede Povos da Floresta
UERJ
(Universidade Estadual do Rio de Janeiro) (PRÓ-ÍNDIO)
Apoio recente
ASFEM (Associação dos Funcionários Estaduais e
Municipais)
Câmara Municipal do Rio de Janeiro
UNIFEM
Equipe
de Coordenação:
DIRETORIA
-
Eliane Lima dos Santos (Escritora: Eliane Potiguara)
-
Daline Lima Braga
-
Solange Jacques
CONSELHO
NACIONAL
1- Wilma Maria dos
Santos (Potyguara) / NORDESRE)
2-
Zenilda Vilacio (Sateré Mawé) / NORTE
3-
Professora Valéria
Almeida ( Centro-Oeste)
4-
Maria de Fátima
Potyguara/NORDESTE
5-
Moína
Produções/LESTE
6-
Maria Aparecida
Santos(Potyguara)/NORDESTE
7-
Lúcia Guarany/LESTE
8-
Drª Namara Gurupy (Região Leste)
9-
Miryam Hess ( Promotora Legal Popular)
10-Tajira
kilima (secretariado)
11-
Jacira Monteiro
Coordenação Geral:
Eliane Lima dos Santos (Escritora: Eliane Potiguara)
Site:
http://www.grumin.org,br
E-MAIL:
contato@grumin.org.br
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